Investigadores de Angola, Portugal e Burundi juntam-se no Planalto Central para conhecer a produção de arroz nesta região Angolana

Foi no final do mês de Julho, que investigadores da Faculdade de Ciências Agrárias da UJES e do Instituto de Investigação Agronómica, de Angola, do IICT-Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Portugal e do Instituto Internacional de Investigação do Arroz, se reuniram no campus da Chianga, no Huambo, para partilharem os seus conhecimentos e projectos futuros sobre esta cultura.

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Campo de arroz em Kamacupa.

Perseguindo o objectivo de conhecerem melhor a realidade da cultura do arroz no Planalto Central Angolano, foram juntos conhecer explorações privadas e governamentais, respectivamente em Kamacupa, Bié, e no Longa, Kwando Kubango. Trata-se de dois grandes investimentos a juntar a outros que têm surgido em Angola nos últimos tempos e que prometem aumentar a capacidade produtiva arrozeira deste País. Para além das grandes explorações, os camponeses angolanos produzem uma parte muito significativa do arroz nacional.

Em Kamacupa, mais concretamente na exploração da Sociedade arrozeira, houve a oportunidade de conhecer, com detalhe, as diversas fases deste investimento privado e tomar conhecimento de algumas dificuldades que têm surgido ao longo do processo. Em particular, foram focados os problemas da capacidade germinativa das sementes e da toxicidade do alumínio. Esta partilha de informação deu pistas aos investigadores, que preparam um projecto de investigação colaborativo que contribuir para a sua resolução.

Reunião de Trabalho, em Kamacupa.  Atrás, da esquerda para a direita: Imaculada Henriques, Adão Pinheiro, Alister Pinto. À frente, da esquerda para a direita: Dibanzilua Guinamau, Alexis Ndayiragije, António Carriço e Ana Melo.
Reunião de Trabalho, em Kamacupa.
Atrás, da esquerda para a direita: Imaculada Henriques, Adão Pinheiro, Alister Pinto. À frente, da esquerda para a direita: Dibanzilua Guinamau, Alexis Ndayiragije, António Carriço e Ana Melo.

Para além deste grupo privado, Kamacupa conta com várias associações de camponeses produtores de arroz. Nesta missão, ainda não foi possível ir ao seu encontro, mas perspectiva-se uma recolha de informação sobre as tecnologias e rendimento das suas produções, nomeadamente com o apoio dos serviços de extensão locais. Para já, os investigadores retiveram a ideia que as dificuldades dos camponeses residem sobretudo no processamento do cereal.

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Campo de arroz no Longa.

Na sequência deste primeiro trabalho em grupo, será agora desenhado um projecto de investigação conjunto.

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